uma dose de sentir-se bem
Postado em Uncategorized em junho 21, 2011 por Cléo Andrade
Pássaros voando alto, sol no céu, brisa passando… É um novo amanhecer, É uma nova vida pra mim… É, eu estou me sentindo bem…
Peixe no mar, rio correndo livre, florescer na árvore…
Libélula ao sol, acho que você sabe o que digo, não sabe?Borboletas ao sol, você sabe o que digo, acho que sabe
Adormecer em paz ao fim do dia
Este novo mundo era o velho mundo, um mundo corajoso pra mim
É aquele aroma do pinheiro… A liberdade que é minha…
E eu sei como me sinto!
( an adaptation of music “feeling good” Nina simone )
Como as mulheres falam!
Postado em Faz parte do meu show., tudo o que posso em fevereiro 21, 2011 por Cléo Andrade
Acho que tenho uma forte tendência a falar sobre tudo.
Calma aí que já vai entender o que eu digo.
É o seguinte… dia desses estava com um tempinho vago e aproveitei para navegar pelos blogs, sorte minha, acabei esbarrando nos textos do Ivan Martins – colunista da revista época. Li vários textos, mas um me tocou em especial. O texto dizia sobre o silêncio das mulheres nas rodas sociais.
Enquanto os machões dão seus berros e expõem as idéias falando de assuntos diversos, seja no boteco, na aula, nas reuniões e tudo mais, nós mulheres ficamos no cantinho só observando. Vou por um trechinho do que este ilustre colunista afirma:
“Circula por aí a ideia de que as mulheres falam demais. Vira e mexe, alguém ao meu redor, homem ou mulher, faz um comentário desse tipo. Aponta-se para uma garota empolgada, falando alto, ou para um grupo de mulheres que tagarela alegremente, e vem o comentário em tom de piada: meu Deus, como as mulheres falam!
Pois eu discordo.
A minha experiência sugere que as mulheres falam de menos – em situações de trabalho, em discussões entre amigos, em boa parte dos debates que extrapolem temas privados e demandem algum tipo de colocação pública.
A exuberância verbal das mulheres se manifesta entre elas, no grupo feminino, onde a participação no debate é democrática. Mas, quando homens e mulheres se misturam, e, sobretudo, quando o assunto da discussão de alguma forma fica “sério”, a maioria das mulheres fecha a boca e deixa os homens falarem.”
Bom, em parte ele tem razão, exceto por mim e algumas mulheres que conheço, e que aliás, admiro muito.
Desde que fui me descobrindo como pessoa e especialmente como mulher, no sentido de saber como me comportar, como viver os relacionamentos e etc, sempre tive impressão de que era diferente das outras garotas. Sentia que precisava mudar o meu jeitão meio moleque e me tornar uma dessas garotas delicadas e manhosinhas para então ser um pouco mais aceita nos grupinhos.
Pensava eu, que estava sendo um tanto entrometida, pois sempre dava um piteco na roda das conversas. Eu quase nunca tinha receio de falar em público, mas percebia que as meninas ficavam quietas como o Ivan disse. Não por falta de conhecimento, suponho eu, para se protegerem dos efeitos que trazem a exposição, como os que eu sofria por parte dos garotos e muitas vezes por parte das meninas.
Quando nós nos expomos acabamos sendo criticadas, mesmo que estejamos certas. Começa a se enxergar não só a imagem, mas as opiniões, que nem sempre são iguais as outras. Lembro que fui tachada de metida a entendedora de futebol/política/religião/sexualidade etc etc e tal, e com o que para mim parecia rejeição, fui procurando me adequar a espécie, ou seja, fazer pose de miss e ficar na minha. E com o perdão da palavra, ser Amélia é foda!
Embora não me adaptando, fui amadurecendo com as experiencias.Tinha meus dias de miss simpatia e os dias de intrometida e com o tempo fui me aperfeiçoando na arte de saber calar e falar – coisa muito difícil para mim.
Mas o que tudo isso quer dizer? Quer dizer que, instintivamente nós mulheres fomos criadas de forma a não nos manifestarmos muito em sociedade. Claro que isso vem mudando bastante, no entanto, esse nosso receio ainda existe subconscientemente.
Penso que nos tempos de agora, é mais comum ver as mulheres se soltarem intelectualmente sem serem vistas como um “movimento feminista” ou a sapatão.
No meu ciclo de amizades ou no ciclo de amizades do meu marido, falar de assuntos sérios ou de piadinhas sexualizadas tem sido muito natural, até pelo fato de as minhas admiráveis amigas também possuírem esse temperamento ‘anti-Amélico’ (rs).
Quer saber, coisa boa é ser o que a gente é !
Beautiful day !
Postado em Uncategorized em fevereiro 3, 2011 por Cléo AndradeDia mais feliz de nossas vidas!
Este slideshow necessita de JavaScript.
Enfrentando os percalços da vida
Postado em Faz parte do meu show., tudo o que posso em janeiro 31, 2011 por Cléo AndradeAprendamos a ser lentos no julgar e ávidos em ajudar
“Tal como numa película cinematográfica, nossa vida é composta por vários quadros, a qual a cada segundo vai se compondo numa obra de arte. Dentro dessa história, que desejamos contar, temos como “script” nossos projetos de vida. Arriscar-se a vivê-los é o que desejamos fazer; mesmo que não tenhamos a vivência daqueles que já passaram pelos percalços da vida e aprenderam a superá-los. Mas, por mais que outras pessoas tendam a nos recomendar cautela ou até mesmo a nos advertir sobre como devem ser os nossos procedimentos, nem sempre estamos interessados em acolher suas sugestões. Podemos ter a pretensão de que nada do que pensamos possa dar errado. Muitas vezes, acreditamos cegamente que todos os nossos planos vão se cumprir como desejamos. Projetamos nossa vida profissional imaginando que logo após o término da faculdade conseguiremos um bom emprego com um bom salário; etc. Outros projetos incluem casamentos e filhos e na maneira como queremos educá-los… Nada poderá acontecer diferentemente daquilo que foi idealizado.
Achamos – e, por vezes, julgamos – que as dificuldades enfrentadas por outras pessoas, como o desemprego, as desilusões ou qualquer outro fato que as tenha feito se sentir frustradas –, são resultados de suas próprias falhas. Como, por exemplo, ao analisarmos a situação de alguém que viveu o desemprego, julgamos que ele talvez não tenha sido um funcionário exemplar. E aos que experimentaram decepções num relacionamento, de acordo com nossa perspectiva limitada, muitas vezes, julgamos que eles não tenham sido tão espertos como acreditamos que deveriam ter sido; e assim por diante. Corremos o risco de – na soberba de quem está fora da situação – julgar e, talvez, condenar a outrem apenas por aquilo que tomamos conhecimento.
Com o decorrer da nossa própria existência, vamos percebendo que infelizmente não temos o controle das coisas nem a onisciência de que gostaríamos. E assim como o futuro não poupa em surpreender a outros; da mesma forma, não nos poupará.
Ao sairmos para um passeio, imaginamos acessar uma determinada rodovia, calculamos o tempo de percurso, estabelecemos as possíveis paradas para descanso, estimamos o horário de chegada, etc. Fazemos tudo como se nada pudesse sair errado; entretanto, se alguma coisa não acontecer como havíamos planejado, não desistiremos do passeio. Ao contrário, pensaremos rapidamente numa alternativa para que seja possível cumprir o que nos propusemos a realizar. Ter em mente um objetivo a ser cumprido ajuda a nos preparar para as possíveis mudanças e inesperadas adaptações aos planos.
A mesma disposição é necessária também para os percalços que a vida nos prepara. Por maiores que sejam as surpresas reservadas por ela [vida], as dificuldades não podem nos fazer desviar do caminho, fazendo-nos deixar de acreditar em nossa capacidade de cumprir o que havíamos projetado como meta a ser alcançada.
Muitas vezes, devemos estar preparados para assumir um “desvio” que a estrada da nossa vida nos força a tomar, mesmo que não seja uma atitude fácil de se aceitar. Por muitas vezes, ouvimos os mais velhos nos dizer que na vida tudo passa… Enfrentar os fatos e entender que não podemos ficar parados no problema – ajuda-nos a encontrar as saídas necessárias para o impasse momentâneo.
Assim como não desistimos de nossos passeios por conta de um contratempo, como um pneu furado por exemplo, da mesma forma não devemos desistir dos nossos projetos de vida. Ainda que as situações adversas possam levantar barreiras de dificuldades, elas não têm o poder de apagar os nossos planos e projetos. Afinal, sabemos que os desafios, que teremos de enfrentar, não se comparam às alegrias que sentiremos ao superá-los. Entendendo que não estamos imunes aos erros, aprendamos, assim, a ser lentos em julgar e ávidos por auxiliar aos que enfrentam dificuldades, com palavras e atitudes de conforto.
De outro modo, de que serviria uma pessoa que se auto-intitula amiga?”Dado Moura (www.facebook.com/dadomoura)

